Um pouco de História . . .

Uma das características mais dissemidas sobre o jogo de xadrez e que ainda hoje vêem à mente das pessoas é de associá-lo a um passatempo enfadonho, extremamente vagaroso e talhado para pessoas ociosas ou taciturnas ...

No imaginário popular este é um dos traços mais marcantes e que ainda hoje está presente, provavelmente um dos mais arraigados e difíceis de expurgar. Ainda assim, não deixa de ser mais um na vasta galeria de clichês que existem sobre este jogo milenar. Reconhecidamente moroso é um jogo que pode transformar em um combate vertiginoso de movimentos alternados, entre duas fações que se digladiam até a morte... O advento dos relógios especialmente concebidos para se jogar xadrez foi o grande responsável por está radical transformação, coisa impensável antes da invenção dos cronômetros. Nos primórdios deste jogo uma partida podia consumir horas de reflexão ou até mesmo um dia inteiro, sem que se chegasse a uma decisão.

No torneio de Londres, de 1851, o primeiro da história a reunir um grupo seleto de notáveis mestres daquela época realizado durante a Grande Exposição Mundial, os expectadores não suportaram a exagerada lentidão das partidas: tinha ocasiões que apenas um único lance chegava a consumir mais de 2 horas de meditação profunda e arrastada ... O problema foi solucionado quando em 1852, o mestre alemão Tassilo Von Hildebrand un Der Lasa, recomendou que utilizasse um relógio para cada jogador que seria travado sempre que um deles houvesse acabado de executar seu lance. Simples e genial, estava resolvida a questão!

Mas demoraria ainda algum tempo para que os relógios começassem a serem efetivamente utilizados: oficialmente, pela primeira vez, ocorreu um "Match" entre Andersen e Kolish, em 1851.

Entretanto, o primeiro relógio de xadrez especialmente concebido para cronometrar partidas, com duplo sistema integrado de alavancas, somente foi fabricado por Thomas Bricht Wilson, em 1881, tendo sido oficialmente utilizado no Torneio de Londres, deste mesmo ano.

 

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